quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quando todo mundo está errado menos um

Hoje na sala de aula, o jovem médico da Síria expôs sua percepção de que as mulheres sempre procuram homens ricos e que os homens sempre procuram mulheres bonitas. Nesse momento, houve uma reação coletiva extremamente negativa dos estudantes homens e mulheres do Brasil, EUA, Japão e Escandinávia. Nenhuma das meninas considerava as suas escolhas exclusivamente financeiras e nenhum dos homens considerava suas escolhas exclusivamente estéticas. A percepção do médico sírio sobre os outros foi por isso fortemente rechaçada.

Em seguida, ele expôs o seu julgamento categórico de que isso é errado. Nesse ponto já estávamos todos rebatendo verbalmente e simultaneamente que o que ele dizia era injustificável. Que não é errado escolher também pelo dinheiro e pela beleza. Que dinheiro é necessário e que o desejo que a beleza traz é também importante. Mas que nenhum de nós escolhe só por um critério.

O jovem sírio continuou seu discurso independente do rechaço coletivo explicando que a escolha por dinheiro e beleza é errada porque o mundo muda, porque quem é rico pode ficar pobre e porque a beleza não é eterna. O critério a ser usado deve ser outro: uma pessoa boa continuará boa para sempre. Terminada a explicação, os ocidentais se abstiveram de tecer novos comentários e as garotas muçulmanas ajeitaram os seus véus trocando risadinhas entre si.

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