quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Modus Operandi

Anteontem perguntei a um transeunte se precisava comprar a passagem antes de entrar no ônibus ou se podia comprá-la depois de entrar. Ele me respondeu que eu podia comprar depois de entrar. Perguntei quanto custava a passagem e ele me respondeu que custava 1,90. Perguntei se precisava entrar no ônibus com o dinheiro já na mão e ele me explicou que sim, que é esperado que se entre já com o dinheiro na mão. Agradeci.

Ontem, depois de um encontro desajeitado, perguntei a um amigo alemão se devo apertar a mão dos meus conhecidos quando eu os encontro. Ele me explicou que se aperta a mão na hora que se conhece a pessoa, que apertar a mão é um gesto de se apresentar, que se eu apertar a mão da pessoa na segunda vez em que a gente se encontrar, ela vai pensar que eu não me lembro mais dela.

Intrigado, perguntei hoje para a minha professora quando se deve apertar a mão da outra pessoa. Ela me respondeu: "na hora em que a gente se conhece, não é? como é no Brasil?" Eu expliquei que a gente só cumprimenta com aperto de mão quando se fecha um negócio, quando se recebe um viajante, visitante ou cliente esperado em uma empresa ou quando se conhece novos colegas de trabalho. Nos outros ciclos sociais, abraços de lado, tapas leves no peito e três beijinhos são mais usados.

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