quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Socialista

Comentei hoje com a Evelyn, um garota dos EUA, que no Brasil as lojas são obrigadas a fornecer uma garantia de alguns dias para produtos eletrônicos e ela demonstrou não admirar esse direito/dever. Disse que a não-intervenção dos EUA é melhor porque você tem a opção de comprar uma garantia se achar conveniente e não tem de pagar sempre a garantia embutida no preço do produto.

Anteontem, comentei com o /'marhĭus/ que, no Brasil, as terras não usadas para agricultura podem ser despropriadas e vendidas para quem tiver interesse de cultivá-las. Ele se horrorizou e disse que, se alguém possui uma terra, deveria poder fazer o que quisesse dela. Comentei então sobre o coronelismo e sobre a má divisão das terras no Brasil. Ele, novamente surpreso, disse que nesse caso não existe legitimidade em se herdar uma terra no Brasil.

Contudo, enquanto eles comentavam sobre os temas em que o estado não pode intervir, eu me perguntava: Existe vantagem em tornar as garantias facultativas? Existe herança legítima?

Comentário: A garantia vendida pela Apple na Alemanha inclui mau uso como deixar o computador cair na piscina ou do oitavo andar de um prédio - segundo os vendedores especializados em produtos da Apple da Kaufhof e da Saturn. No Brasil, a extensão de garantia vendida pela Apple inclui somente defeitos de fábrica e é considerado desclassificatório para obter a garantia qualquer arranhão na carcaça dos aparelhos. Em caso de haver arranhões durante o prazo de garantia obrigatória, o conserto ou a troca do aparelho só são obtidos com um processo judicial contra a empresa.

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