Fui ao Schwules Museum. Lá visitei a reconstituição do apartamento do político protestante Siegmar Piske denominada Es gibt Perlen, die findet keine Sau [tradução livre: certas pérolas os porcos não encontram], conheci a história alemã dos amores perseguidos e admirei a exposição Frauen und Jungs [tradução livre: Meninos e Meninas] com as pinturas e fotos de Herbert List.
Na exposição histórica sobre os amores perseguidos, vê-se a evolução da cultura alemã quanto aos tabus sexuais. Em resumo, os amores proibidos foram categorizados como doenças genético-contagiosas seguido pela sua criminalização na Alemanha no fim do século XVIII como ocorreu em todo o ocidente. Apesar disso, em Berlim surgiu uma sub-cultura em que os amores ilícitos eram vividos sem maiores problemas em ambientes privados. Como esperado, durante o Socialismo Nacional da Alemanha, os homossexuais foram perseguidos e levados a campos de concentração. – É muito intrigante imaginar que o Socialismo Nacional da Alemanha tenha conseguido invadir todas as esferas privadas e perseguir tantos ao mesmo tempo.
Depois, na década de 80 simultaneamente à desclassificação como doença, assim como no restante do mundo, os amores perseguidos foram mais uma vez classificados como doentios com a propaganda difamatória do Câncer Gay. Em paralelo a isso, a exposição mostra os registros desses amores e, indiretamente, o movimento político pela restauração dos direitos civis dos homossexuais que surgiu na Alemanha na década de 20 do século passado e que continua até o presente.Comentário: A exposição seria absolutamente ilegal no Brasil porque contém fotos artísticas, científicas e documentais com nudez e sexo entre menores de idade produzidas no começo do século passado e estátuas com nudez de menores de idade da Roma Antiga, da Grécia e da Idade Média (como anjos nus, por exemplo).
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